Há situações no imobiliário que não ficam paradas por falta de interesse, mas por falta de acordo.

Uma casa, vários herdeiros, opiniões diferentes… e ninguém consegue avançar.

O resultado é quase sempre o mesmo: decisões adiadas, processos que se arrastam e imóveis que ficam anos sem qualquer utilização.

Na prática, funciona um pouco como uma sala com várias pessoas, uma televisão e apenas um comando. Cada um quer ver um canal diferente e, como ninguém cede, acaba tudo desligado.

É por isso que existem hoje mais de 30.000 heranças paradas em Portugal. Muitas delas em tribunal, durante anos ou até décadas (dados do Bastonário dos Notários, citados pelo Público).

Mas há uma mudança importante.

A nova lei vem precisamente tentar desbloquear estas situações.

Se não houver acordo entre herdeiros durante dois anos, qualquer um deles pode avançar com o pedido de venda do imóvel, sem precisar da aprovação de todos.

Isto não significa que as decisões passem a ser tomadas de forma unilateral ou inesperada.

Quem não concordar continua a ter a possibilidade de se opor formalmente, dentro de um prazo definido.

O que muda é simples, mas relevante: deixa de ser possível manter tudo parado indefinidamente.

E, em muitos casos, é exatamente isso que faz a diferença.

Se tem uma herança nesta situação, ou se conhece alguém que esteja, faz sentido perceber em que ponto está o processo e quais são as opções reais neste momento.

Se quiser, falamos sobre isso com calma.

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